Afinal, o que é psicoterapia? (Parte 01/04)

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“Neste post abrimos uma série de 4 publicações que explicarão o que é Psicoterapia e a sua importância em nossas vidas e como podemos aprender muito sobre nós com a ajuda de um profissional. Esperamos que goste.” (Nota Editorial JSV)

É muito comum nos dias de hoje ouvirmos pessoas falando sobre terapia, nos meios de comunicação, nos filmes, nas novelas. Quando alguém se queixa de algum problema de ordem emocional, não falta quem lhe diga: “você está precisando procurar uma terapia”. Então, no imaginário popular está bem claro que quando alguém tem um problema de ordem emocional é preciso buscar ajuda profissional, um terapeuta com uma determinada formação acadêmica.

Deveria ser, mas aí que as coisas ficam um tanto quanto nebulosas, pois o termo terapeuta é abrangente, por isso vamos buscar sua origem. A palavra terapia vem do grego Terapeia, que significa o ato de curar ou o ato de restabelecer, que por sua vez se origina do verbo Therapeuein, que significa curar ou realizar tratamento médico, na mesma vertente temos também a palavra Therapon, que significa aquele que serve, que atende alguém.

Podemos então definir que toda pessoa que fornece um suporte a alguém é um terapeuta? Sim, se for um médico, um psicólogo, um psicanalista, um fisioterapeuta, um enfermeiro, um educador físico, um terapeuta ocupacional, todas estas profissões reconhecidas e atreladas a um código de ética definido por um Conselho, que estabelece regras de conduta a seus filiados, orientando-os, fiscalizando-os e quando necessário punindo-os, caso alguma prática venha a ferir esse código de ética.

Mas, não é só isso, pessoas se definem como terapeutas o tempo todo, sem estarem devidamente preparadas para oferecer um tratamento seguro, baseado em práticas reconhecidas pela Ciência e filiadas a um Conselho de Ética e é aí que mora o perigo, não estou aqui para criticar ninguém, apenas para alertar para os riscos que é nos submetermos a práticas nem sempre comprovadas de sua eficácia e segurança, principalmente quando envolvem dificuldades de ordem emocional e psicológica, por se tratarem de estados mentais complexos, de difícil acesso a quem não se preparou para observá-los, diagnosticá-los e tratá-los. Quando estamos num estado de sofrimento temos urgência em resolvê-lo, o que é saudável, porém ao mesmo tempo essa urgência pode nos tornar mais vulneráveis a falsas promessas de resultados imediatos e com isso cairmos em mãos erradas.

Esta foi a parte 01/04, esperamos que você esteja gostando e não perca os próximos três posts.

Avatar-002 Barbara Maria Ribeiro

Psicóloga Clínica – Mestra em Psicologia da Saúde pela UMESP

Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP tem ajudado diversas pessoas nos últimos anos a encontrar um caminho melhor para as angústias do dia a dia.

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